Você já ouviu falar em live marketing? Trata-se de um conjunto de ações que são utilizadas pelas organizações para gerar mais interação com os seus públicos, de modo que esse engajamento proporcione fidelização à marca e, consequentemente, mais vendas. Antes, esse conceito recebia o nome de marketing promocional, mas explicaremos melhor essa mudança mais adiante.

As possibilidades de utilizar o live marketing se intensificaram nos últimos anos, sobretudo pela ascensão tecnológica que o mundo passou, em que a internet se tornou popular e presente no dia a dia das pessoas.

Martha Gabriel, renomada pesquisadora na área de comunicação e marketing, em seu livro “Eu, você e os robôs: pequeno manual do mundo digital”, apresentou um conceito chamado de cibridismo. Segundo essa ideia, após o “boom” da internet, as pessoas deixaram de estar conectadas para serem conectadas — ou seja, fomos libertados de fios e cabos e, hoje, estamos em contato com a rede mundial de computadores em qualquer local e em qualquer situação.

Isso tudo gera mais oportunidades para as empresas, que podem apostar no live marketing para obter mais resultados e conquistar mais consumidores para suas marcas. Para colher bons frutos dessa ação, no entanto, é preciso agir com expertise e contar com uma qualificada equipe de profissionais para nortear as ações e identificar as melhores oportunidades para cada caso.

Para que você entenda mais sobre o assunto, desenvolvemos este post, que falará sobre as mudanças no live marketing nos últimos anos, o que esperar em 2018, a relação entre inovação e tecnologia e por que é importante contar com uma empresa especializada para prestar esse serviço para a sua empresa.

Ficou interessado em todas essas informações? Então, basta seguir a leitura e entender tudo o que você precisa saber sobre as tendências que vão moldar o live marketing em 2018. Vamos lá?

Quais foram as mudanças no live marketing nos últimos anos?

Quem trabalha com marketing sabe que esse segmento se renova quase diariamente e que é muito importante estar sempre atento às novas ferramentas e funcionalidades para desenvolver ações publicitárias, de relações públicas e de comunicação em geral.

Até o final do século XX, era normal que o ciclo de vida das tecnologias fosse maior que o ciclo de vida humano. Exemplos dessas novidades foram o surgimento do rádio, da televisão, do telefone, entre outros, que foram inovadores no seu tempo, mas que tem um longo hiato entre um e outro.

Isso deixou de acontecer a partir de meados dos anos 90, quando a internet começou a se desenvolver nos âmbitos doméstico e empresarial. Atualmente, é normal que em áreas como a informática, a tecnologia e a comunicação, as mudanças ocorram de forma intensa, com novidades surgindo em um curtíssimo espaço de tempo.

O arquiteto americano Bunckminster Fuller, visto por muitos como um visionário, ainda na década de 80, desenvolveu um gráfico em que demonstra o tempo necessário para dobrar o conhecimento humano. Segundo a teoria de Fuller, no final da 2ª Guerra Mundial, o conhecimento dobrava a cada 25 anos. Em 2015, esse número progrediu para 13 meses e a tendência é que até 2020, o conhecimento dobre a cada 12 horas.

Dentro desse contexto, até mesmo as nomenclaturas dos conceitos se modificam. O termo live marketing, por exemplo, recebeu esse nome há cerca de seis anos, sendo que, antes, o conceito aparecia nas literaturas como marketing promocional.

A Associação de Marketing Promocional (AMPRO), antes de optar pelo nome live marketing, fez uma pesquisa com agências e profissionais de marketing, sugerindo diversas nomenclaturas e suas justificativas, de modo que essa foi a que mais agradou.

Para Silvana Torres, fundadora e presidente da Mark Up, o live marketing “é uma nomenclatura que fala muito mais com o consumidor, mais coerente ao que está acontecendo com a ferramenta, que é o ao vivo, interação, real time, experiência. É emoção, relacionamento”. Ela ainda enfatiza que ao utilizar o live marketing “a marca tem diálogos ao vivo com o consumidor, com experiências que despertam mais diretamente a emoção do cliente”.

É praticamente impossível falarmos em live marketing sem citar as redes sociais, como o Twitter, o Facebook e o Instagram. Afinal, são essas mídias que conectam as pessoas e as marcas nos dias de hoje, facilitando muito a comunicação e as ações de marketing.

O Twitter é pioneiro nessa interatividade instantânea, pois, desde meados dos anos 2000, a ferramenta já era utilizada para cobrir eventos ao vivo e falar sobre acontecimentos em tempo real. Mas o tempo passou e as tecnologias evoluíram, bem como mais pessoas passaram a ter contato com as redes sociais — até mesmo pessoas mais velhas, que não são consideradas nativas digitais.

Sendo assim, o Facebook inovou ao permitir transmissões ao vivo de vídeo, indo além do texto. Essa ferramenta pode e deve ser muito utilizada nas estratégias de live marketing, pois mostra para o público o que está acontecendo em um momento exato.

E engana-se quem pensa que apenas o jornalismo pode tirar proveito das interações ao vivo. As marcas também devem apostar nessa interatividade instantânea para mostrar eventos em que é organizadora ou patrocinadora, fazer demonstrações de uso de produtos, entrevistas com profissionais da empresa e, até mesmo, esclarecer dúvidas dos clientes em real time.

A recente popularização da ferramenta Stories, que surgiu no Snapchat e logo foi implantada também pelo Instagram, pelo Facebook e pelo WhatsApp, permite que fotos e pequenos vídeos sejam compartilhados e excluídos automaticamente em 24 horas. Essa tecnologia também é excelente para pequenos comunicados e anúncios breves, como a divulgação de um evento, por exemplo.

Como você pode ter percebido nesse tópico, o live marketing não é algo recente, mas sim um conceito já conhecido — o marketing promocional —, que precisou se aperfeiçoar e se desenvolver para acompanhar a evolução tecnológica pela qual a sociedade passou.

Mas tudo isso nos gera uma questão: se o live marketing já avançou tanto, o que podemos esperar dele no decorrer de 2018 e nos tempos futuros?

O que o live marketing apresentará de novidades em 2018?

2018 será marcado pela realização de um evento esportivo que movimenta todos os cenários da economia mundial, a Copa do Mundo. Por isso, a tendência é que as marcas não tirem o seu radar desse acontecimento, uma vez que a indústria de eventos sempre se movimenta em anos de Copa.

A ideia é que sejam aproveitadas as oportunidades de negócio que surgirem com os jogos e também de eventos correlatos. Como os brasileiros são apaixonados por futebol, também é recomendado que as marcas entrem junto na torcida, realizando ações nas redes sociais e, até mesmo, em caráter físico para engajar pessoas, tendo como mote a Copa do Mundo.

Para Silvana Torres, em 2018, haverá uma mudança ainda mais intensa na jornada e no comportamento do consumidor. A empresária acredita que “a comunicação vai tender a ser mais justa, honesta, leve e sem tanto revanchismo entre as marcas competidoras, como se existisse até uma trégua nesse processo, em que as marcas tentarão deixar mensagens mais positivas e otimistas, em vez de brigar por produtos. Essa é uma expectativa grande em relação ao tom da comunicação para este ano, fruto da Copa”.

A partir dessa visão, relacionamos algumas ações de live marketing que podem ser desenvolvidas no decorrer de 2018, que permitem tirar o máximo proveito das oportunidades do ambiente social e corporativo.

Real time

A partir da disponibilidade dos dispositivos móveis conectados à internet, passamos a viver em tempo real, de modo que não existe mais distância de tempo ou espaço que justifique uma informação ser divulgada apenas muito tempo depois que aconteceu.

A esse fenômeno, damos o nome de real time, algo que deve ser a base do live marketing em 2018, ou seja, promover a instantaneidade, mostrando para as pessoas algo que está acontecendo no exato momento.

Uma ideia interessante é aproveitar os jogos da Copa do Mundo para desenvolver ações interativas com o público nas redes sociais. Você pode montar uma espécie de kit com produtos da sua marca e itens colecionáveis da Copa e fazer sorteios para quem acertar o placar de uma partida, por exemplo. Assim, no decorrer da transmissão do jogo, você pode promover interação nas redes sociais para que os consumidores se engajem com a sua marca.

A pesquisa brasileira de mídia 2016, realizada pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), concluiu que, no Brasil, o smartphone já deixou de ser a segunda tela para se tornar a primeira. Isso quer dizer que, quando uma pessoa assiste televisão e acessa o celular ao mesmo tempo, dá mais atenção para o smartphone do que para a TV.

Essa realidade tem tirado o sono das grandes redes de TV, que estão perdendo cada vez mais audiência para as plataformas digitais. Isso não quer dizer, no entanto, que ambas as mídias não possam atuar em sinergia. Você pode tirar proveito das transmissões da Copa do Mundo na televisão para promover estratégias em suas redes sociais — sempre em real time.

Vídeos

De acordo com a biologia, a maior parte da percepção humana vem da visão. Isso quer dizer que os vídeos são uma excelente ferramenta para reter a atenção das pessoas — o que justifica a popularidade desse tipo de conteúdo nas redes sociais.

A possibilidade de vídeo mobile revolucionou o marketing, que pode utilizar canais como o YouTube para promover ações de engajamento com seus clientes e leads. Além disso, com a melhoria contínua das conexões — com o 5G, por exemplo, e com a popularização da internet das coisas, em equipamentos como smartphones e smartwatches —, o vídeo pode alcançar patamares inimagináveis até poucos anos atrás.

Tudo isso tem apontado para uma realidade em que os vídeos serão os grandes protagonistas do live marketing em 2018.

Narrativas transmídia

A narrativa transmídia surgiu com o desenvolvimento da indústria cultural, quando uma mesma história pode ser contada de maneira diferente em múltiplas plataformas, sem que seja necessário ter acesso a todas elas para que haja o entendimento de uma peça individual.

O indivíduo que tiver acesso às diferentes mídias em que a história é contada, no entanto, terá um entendimento maior do contexto todo. É o que acontece, por exemplo, quando um livro é transformado em um filme ou em jogo de videogame.

No marketing, isso tem se tornado uma tendência que pode ser muito explorada em 2018. Quando sua empresa expõe produtos em uma feira e faz pequenas transmissões ao vivo do evento em suas redes sociais, está praticando uma ação de live marketing.

Nesse caso, uma boa opção para utilizar a técnica transmídia é produzir um artigo ou matéria jornalística sobre o que está acontecendo no evento e divulgar o link junto ao post de um vídeo ou foto no Instagram. Assim, a pessoa que tenha sua atenção despertada pelo conteúdo visual, se tiver interesse em algo mais completo, pode ser direcionada, por meio do hiperlink, para um conteúdo textual e com informações mais completas.

Geomarketing

O romance 1984, do famoso escritor George Orwell, é centrado na figura do Big Brother, o senhor soberano que dita as regras na Oceania, local em que se passa a história. O Big Brother, que inspirou a criação do reality show com o mesmo nome, tem uma visão ampla de tudo o que as pessoas fazem no seu dia a dia, com o objetivo de fiscalizar se as regras ditadas estão sendo cumpridas.

O geomarketing funciona de forma parecida, embora, obviamente, as empresas não tenham o objetivo de impor uma ditadura aos seus clientes. A similaridade com a história fictícia se justifica pelo fato de observar dados e rastros deixados pelas pessoas para promover ações de live marketing.

Quando alguém vai a um restaurante e faz check-in nas redes sociais, por exemplo, está mostrando aos seus amigos que está naquele local. Isso pode fazer com que mais pessoas se interessem em ir até lá para provar os pratos servidos. Esse é um exemplo de utilização do geomarketing, que une técnicas do live marketing com conceitos da geografia.

Outra função comum do geomarketing está relacionada aos critérios como a proximidade X a propensão à compra. Isso pode ser colocado em prática quando posts das redes sociais são impulsionados para atingir exclusivamente a moradores de uma cidade ou estado em que a empresa atua ou deseja conquistar clientes naquele momento.

Inteligência artificial

A inteligência artificial também é algo que pode ser explorado pelas marcas em ações de live marketing em 2018, sobretudo em relação ao comparecimento em eventos, como a Copa do Mundo.

Um exemplo da utilização da inteligência artificial no marketing é uma recente ação desenvolvida pela Pinacoteca de São Paulo, que contou com um tour guiado pelo software Watson, da IBM.

Durante uma exposição, os visitantes recebiam um headphone, que conseguia identificar o local exato onde eles paravam. Assim, quando alguém parava para observar uma obra, o equipamento contava a história do quadro, trazia informações sobre o artista que o desenvolveu etc.

Trata-se de uma experiência única e que é guiada pela inteligência artificial, exatamente como se um museólogo particular guiasse cada visitante da Pinacoteca.

O reconhecimento facial — tecnologia que já vem sendo adotada por alguns supermercados americanos — também é considerada uma solução de inteligência artificial e é uma tendência que pode chegar ao Brasil muito em breve.

Realidade virtual e realidade aumentada

Esse recurso já está nadando de braçada no live marketing, pois, nesse caso, é possível que o consumidor seja inserido em uma realidade paralela, como em imersões em jogos 3D, por exemplo.

Apesar desse recurso ainda ser um pouco caro, muitas marcas já apostam nessas estratégias, principalmente as montadoras de automóveis, que têm como característica causar grande impacto nas experiências dos clientes.

Os óculos VR são um dos principais equipamentos para se desenvolver ações de realidade aumentada ou virtual. Muito embora seu uso ainda não seja tão popular, muitas pessoas já têm esse equipamento e, por isso, criar um aplicativo em 3D pode ser uma alternativa interessante para empresas de determinados nichos.

E-sports

Você sabia que o Brasil está entre os três primeiros colocados em uso de Gamings via YouTube? Por isso, as plataformas de e-sports tendem a ser cada vez mais utilizadas como forma complementar em grandes eventos esportivos, como a própria Copa do Mundo.

Geralmente, esses campeonatos virtuais são realizados após partidas reais, em streaming para o mundo todo. Isso representa um grande alcance. Silvana Torres faz uma analogia e diz que “antes, usávamos uma bola de canhão para um monte de formiguinhas. Agora, usamos uma balinha de chumbo para matar uma manada de elefantes”. Ou seja, para alcançar resultados positivos, basta saber aproveitar as oportunidades.

Microinfluenciadores

Quando uma marca precisa falar com nichos muito específicos, ela pode contar com o apoio de microinfluenciadores — como blogueiros, youtubers e usuários populares do Instagram.

A vodka Skyy aproveitou essa oportunidade ao realizar o evento Casa Ponte, em que convidou influenciadores de nicho para abordar assuntos como diversidade e outros temas de interesse da comunidade LGBT, público-alvo da marca.

Geração de valor e experiências únicas

É preciso fazer com que as pessoas percebam valor nas ações de live marketing e isso só é possível se você proporcionar experiências únicas. Em um evento, os participantes devem se sentir parte do ambiente, participar de ações que se complementam, para que não só tenham uma experiência positiva, mas também se tornem influenciadores da marca.

Veja o próprio exemplo da Pinacoteca de São Paulo, que utiliza um sistema de inteligência artificial para guiar os seus visitantes. Uma pessoa que vai até essa exposição certamente sairá de lá impressionada. Além disso, ela não vai guardar essa experiência para si. É provável que compartilhe alguns desses momentos em suas redes sociais e que converse sobre o assunto com seus amigos e familiares.

Tudo isso faz com que o consumidor se torne influenciador, pois, com base em seus depoimentos, outras pessoas podem se interessar, ir até a exposição, tendo contato com a IBM — marca patrocinadora da ação — e se tornarem clientes de seus produtos.

É por isso que você precisa utilizar a plataforma certa, com o conteúdo certo, para gerar a interatividade e fazer com que o cliente se torne um propagador da sua marca.

Por que contar com uma empresa especializada para ações de live marketing?

O papel de toda a tecnologia citada anteriormente deve ser friendly e aproximar o consumidor das marcas. É por isso que as empresas precisam ter uma agência com sólido background, que tenha profissionais capacitados e que conte com profissionais capacitados para usar a tecnologia aliada às técnicas de live marketing, garantindo assim os resultados positivos.

A Mark Up é uma agência liderada pela engenheira Silvana Torres, que coordena uma equipe com vários loucos por tecnologia. Ali, todos trabalham juntos para desenvolver as ações mais criativas, alinhadas às últimas tendências para os seus clientes.

A agência acredita na combinação de uma matriz de Big Data, que inclui CRM, Watson, Inteligência Artificial, entre outras tecnologias. Tudo isso de forma amigável e que faça com que os consumidores da marca dos clientes tenham experiências pleasurable, emocionantes e inesquecíveis.

Trata-se de uma agência pioneira nesse segmento no Brasil e que é única, por sempre pensar de forma ousada, sem medo de arriscar e por estar de olho em tudo o que envolve o setor de live marketing no mundo.

Para ter sucesso nas estratégias de marketing, além do planejamento estratégico, é preciso amarrar todas as tendências tecnológicas em um mesmo evento. Por exemplo, no conhecido Salão do Automóvel, é possível incluir inteligência artificial — como tours guiados pelo Watson —, reconhecimento facial para analisar as sensações dos visitantes, e até mesmo sua propensão à compra, uso de realidade virtual para teste dos veículos expostos e claro, microinfluenciadores para espalhar a ideia.

Por isso, não se deve pensar em cada tendência de forma isolada, mas sim como elas podem se complementar para oferecer uma experiência única ao visitante.

A Mark Up costuma ser vista como a solução ideal para empresas inovadoras, que acreditam no potencial do live marketing e que querem investir nesse segmento para aumentar a sua lucratividade e, também, a representatividade da marca perante os públicos.

E, então, ficou interessado em contar com toda essa expertise trabalhando para a sua marca? Entre em contato conosco agora mesmo! Teremos satisfação em promover o seu negócio e ter a sua empresa fazendo parte do nosso portfólio de sucesso.

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