O marketing é uma área bastante dinâmica, e as empresas devem estar preparadas para as mudanças. O live marketing é uma das disciplinas que evoluiu e vem ganhando cada vez mais espaço na estratégia de comunicação das marcas. Trata-se de uma evolução do marketing promocional, que com o avanço da tecnologia e o crescimento do acesso à internet, criou uma geração de consumidores extremamente exigentes, tornando-os protagonistas de todas as ações que são pensadas.

Grandes marcas, líderes em seus segmentos, como Nike, Heineken e Coca-Cola entre outras já identificaram o potencial em trabalhar as ações de live marketing com o objetivo de obter cada vez mais espaço nos corações e mentes dos consumidores.

Por isso, se você também quer destacar a sua empresa e fazer com que seu público tenha uma maior interação com a sua marca, precisa conhecer essa disciplina. Para isso, criamos este conteúdo bem completo, em que mostraremos toda a evolução e as vantagens de sua aplicação.

Abordaremos os seguintes tópicos:

  • a evolução do live marketing nos últimos anos;
  • o papel do consumidor no live marketing;
  • a era do protagonismo do usuário: o que isso quer dizer;
  • como e por que dar mais voz a esse protagonista;
  • o impacto das ações de live marketing;
  • como as tendências do live marketing se encaixam nisso.

Então, aproveite o conteúdo e veja como melhorar seus resultados agora mesmo. Boa leitura!

A evolução do live marketing nos últimos anos

O conceito de live marketing é uma evolução do marketing promocional. Uma das bases é a experiência gerada ao consumidor. Com a internet, atualmente, o público exige uma comunicação mais eficiente, imediata e nos diversos canais de comunicação que uma empresa pode utilizar para se aproximar de seu público.

Dentre as principais disciplinas do live marketing, podemos citar:

  • eventos presenciais, feiras, palestras e congressos;
  • promoções, ofertas, liquidações, degustação, amostras grátis etc.;
  • ações de merchandising;
  • ativação da marca, marketing de incentivo, endomarketing;
  • estratégias nos canais digitais, como as redes sociais, aplicativos, entre outros.

A CNA é um belo exemplo para conceituar o live marketing. A rede de escolas de idiomas criou uma campanha chamada Speaking Exchange. A ideia foi conectar jovens que estudavam um idioma com idosos em casas de repouso nos Estados Unidos. Assim, os alunos praticavam a língua e os idosos ganhavam uma ótima companhia!

A campanha foi um sucesso e atraiu bastante atenção de todos, inclusive da mídia. O meio utilizado para conectar as pessoas foi um aplicativo de chamadas online, com áudio e vídeo.

Essa estratégia traduz muito bem o que é o live marketing: ações pensadas para oferecer a melhor experiência para o público com a marca, utilizando vários canais de comunicação, criando engajamento e interação das pessoas com a campanha.

O papel do consumidor no live marketing

O consumidor é o centro das atenções no live marketing. Eventos, feiras, campanhas online e outros canais de comunicação ao vivo, encurtaram distância entre a marca e o consumidor, estreitando o relacionamento e criando mais vínculos e engajamento.

No caso mostrado anteriormente, da CNA, a empresa utilizou uma ferramenta para conectar as pessoas e desenvolver uma habilidade de seus clientes (os jovens que estão aprendendo o idioma) e ainda agregou valor à campanha ajudando os idosos a terem bons momentos. Essa é uma mostra de como o papel do consumidor é de protagonista, uma vez que ele foi a base de toda a ação.

Outro exemplo bem emblemático de empresa que explora o live marketing é a Coca-Cola. Seu produto é conhecido e consumido mundialmente. Milhões de pessoas tomam o refrigerante a cada dia. Imagine quantas pessoas estão, neste exato momento em que você está lendo este conteúdo, tomando Coca-Cola. Então, a marca criou uma ação para personalizar e tornar esse produto exclusivo!

As latas de refrigerante foram produzidas com nomes de pessoas! Uma ação que parece ser simples conseguiu transformar um produto universal em algo único, pois você pode tomar uma Coca-Cola que tem o seu nome na lata!

A base do sucesso de uma ação como essa é a interação do público. Se a empresa não cria canais de comunicação e investe em uma estrutura para que essas pessoas sejam ouvidas e obtenham respostas, no momento exato, as estratégias não têm efeito.

A marca deve criar o ambiente e a situação para que o consumidor possa interagir com as campanhas.

A era do protagonismo do usuário: o que isso quer dizer

Para entendermos o conceito da era do protagonismo do usuário, devemos voltar um pouco no tempo, relembrar os momentos em que toda a atenção das empresas estava em seus produtos ou serviços.

Vendedores insistentes e invasivos tinham o poder da negociação em suas mãos. O público não conhecia o produto, não sabia para que servia, quais problemas seriam resolvidos ou o porquê de ele precisar daquilo naquele momento. Ele aceitava e comprava.

Porém, isso mudou. A expansão do acesso à internet gerou um acesso enorme às informações. Hoje, um cliente que visita uma loja física já fez uma pesquisa completa sobre o produto, já analisou a compra, comparou ofertas, viu os pontos positivos e negativos, avaliou opiniões de donos e, agora, está ali para fechar o pedido. Muitas vezes, esse consumidor tem mais informações do produto do que o próprio vendedor!

Esse poder gerou uma mudança no comportamento do consumidor, que se tornou mais exigente. Agora, ele não analisa somente um produto, ele escolhe a melhor experiência, a marca que proporcionará as sensações mais positivas.

Isso fez com que as empresas mudassem o foco das atenções. Se antes o marketing focava na empresa e seus produtos ou serviços agora o foco maior está nas necessidades dos consumidores e em atender as expectativas.

As marcas precisam mostrar que eles têm voz e que ela é ouvida e atendida.

Como e por que dar mais voz a esse protagonista

O intuito de qualquer empresa é atrair o público, evidenciar sua marca, torná-la uma referência no mercado e, claro, fechar boas vendas. No entanto, para realmente ter sucesso, esse processo precisa ter um crescimento constante.

Se o live marketing é um conceito que vem crescendo e atraindo a atenção das empresas de diferentes segmentos e tamanhos, precisamos pensar em como aplicar isso no dia a dia e nas ações. 

Depois que a internet quebrou as barreiras físicas do mercado, com a criação do e-commerce, a competitividade entre as empresas se acirrou bastante. Uma pessoa com acesso à internet pode fazer compras em qualquer lugar do mundo, com grandes vantagens. Ela não está mais presa àquela loja física perto de sua casa.

Essa transformação gerou pontos positivos e negativos para as empresas. Para os clientes, há mais opções e ainda vantagens de compra. Eles têm mais acesso às informações e conseguem embasar melhor suas decisões. Além disso, ganharam poder de negociação com as marcas.

Para as empresas, as vantagens são grandes, uma vez que o público-alvo foi expandido, sendo possível usar os canais digitais para buscar clientes a distância. O impacto nos custos dos negócios também foi positivo. Porém, a disputa pela preferência do público ganhou mais competição.

Uma vez que as pessoas têm mais opções, fica mais difícil fidelizar o cliente com um produto. A saída para isso foi justamente não pensar só no produto, mas em toda a experiência.

É cada vez mais visível que uma boa experiência com a marca é capaz de gerar a fidelização com a marca e os produtos oferecidos por ela.

Então, o motivo de colocar o consumidor como protagonista está na construção de uma boa relação para gerar a fidelização. As vendas acontecem como uma consequência.

Pensando que esse objetivo será conquistado se o cliente tiver uma boa comunicação com a marca, o primeiro passo é criar esses canais de contato.

Nenhum cliente ficará esperando por horas em uma ligação simplesmente para saber mais sobre um produto que ele quer comprar. Se ele não tiver uma resposta rápida, na hora, simplesmente vai consultar a próxima empresa que oferece a mesma solução.

Um conceito muito interessante que vivenciamos é o de micromomentos. Uma interação nas redes sociais — por exemplo, quando um consumidor faz uma menção à marca e ela responde imediatamente, como uma pessoa próxima — gera uma relação de confiança, que pode resultar em uma venda.

São essas interações que as empresas buscam, e elas podem começar a qualquer momento, em qualquer canal de contato. Por isso, é preciso estar sempre presente, avaliando o tipo de informação que o seu público procura, o tipo de linguagem, a cultura, seus anseios e necessidades.

As empresas que conseguem aliar as estratégias digitais com as ações presenciais normalmente têm muito sucesso. Tudo começa dentro de casa, na empresa, com os colaboradores. Se estiverem motivados, eles buscarão os melhores resultados para a organização, transmitindo essa preocupação para o público e evidenciando a empresa.

O impacto das ações de live marketing

Vamos ver agora alguns impactos positivos desse trabalho para a sua empresa:

Maior conhecimento da marca

Na era digital, um assunto pode ser levantado em poucos minutos, sendo comentado em todo o mundo. Basta ver algumas campanhas criadas na internet, às vezes originadas pelo próprio público. No Twitter, por exemplo, que é uma rede social bastante usada pelas pessoas por ter uma característica de comunicação direta e rápida, é possível visualizar os assuntos mais falados no momento.

A Netflix é um belo exemplo. O seu perfil nas redes sociais interage com o público como se fosse uma pessoa física, inclusive com sentimentos. Ela apresenta uma linguagem divertida, que envolve os consumidores. Ela recebe diversas menções e suas respostas são espontâneas, nada daqueles textos pré-fabricados e automáticos. Isso, além de divertir o público, faz com que ele compartilhe a interação com amigos e conhecidos.

O resultado é que, rapidamente, o que se originou como uma interação com uma única pessoa passa a falar com milhares ou até milhões. Dessa forma, a mensagem é rapidamente disseminada, o conhecimento da marca é alavancado e várias pessoas são impactadas.

Maior credibilidade

Uma empresa que se preocupa com o público, atendendo as solicitações, tirando dúvidas e se relacionando, consegue criar uma credibilidade. É fato que o público confia mais em uma empresa que se faz presente nos canais de comunicação e está totalmente disponível, ao invés de uma outra que é distante, sem contato. Essa confiança gera novas compras e, claro, lucro.

Criação do senso de pertencimento

O ser humano gosta de sentir que pertence a algo maior, uma comunidade, a um grupo.. E esse senso de pertencimento que pode ser usado pelas marcas.

No live marketing, quando uma campanha viraliza, várias outras pessoas entram na dinâmica pelo desejo de participarem daquilo. Esse sentimento leva a um maior envolvimento com as estratégias da empresa e pode trazer diversos benefícios, desde financeiros, com aumento das vendas, até a credibilidade e referência no mercado.

Como as tendências do live marketing se encaixam nisso

Agora, mostraremos quais são as principais tendências do live marketing e como elas se encaixam na era do protagonismo do consumidor.

Redes sociais

As redes sociais se tornaram parte fundamental na estratégia de qualquer empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte. Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn e diversas outras conseguem fazer com que a marca interaja e gere engajamento com seu público.

Muitas organizaçõesjá começaram a expandir o atendimento ao cliente, não focando somente naquele antigo SAC. Agora, esse atendimento pode ser feito em diversos canais. Na verdade, o cliente é que escolhe onde e quando vai conversar com a marca, e redes sociais é uma dessas possibilidades.

O uso dessas plataformas ajuda no sentido de entregar uma experiência mais completa ao consumidor, tendo acesso direto e instantâneo à empresa.

Narrativas transmídia

Se você não sabe ainda o que é uma narrativa transmídia, provavelmente já viu uma estratégia do tipo sendo aplicada por uma empresa. A ideia é criar uma história que será contada aos poucos, como uma novela, mas fragmentada em diversos canais de comunicação.

Uma propaganda na rede de televisão pode começar a história e encaminhar o telespectador até o site da empresa. Lá, ele tem acesso a mais uma parte da narrativa, sendo encaminhado, agora, às redes sociais. Nessa terceira etapa, ele encontra um evento organizado pela marca e é estimulado a comparecer. A história pode continuar em várias partes, estrategicamente planejadas.

Esse conceito, inclusive, se mistura ao omnichannel, que é utilizar vários canais de comunicação em conjunto, possibilitando aos consumidores transitarem entre eles com a mesma qualidade de experiência, sem limitações.

Pensando nas vendas, por exemplo, uma marca pode permitir que os clientes façam a compra online e retirem o pedido na loja física mais próxima. Ou então eles visitam o estabelecimento e encontram materiais gráficos indicando o site e a loja virtual. Essa mescla entre os pontos de interação engrandece a experiência, tornando-a mais completa.

Geomarketing

Trata-se de uma excelente estratégia de uso dos dados do consumidor para tornar a sua abordagem mais eficiente. Como utilizamos nossos aparelhos móveis no dia a dia, para diversas finalidades, acabamos deixando alguns rastros de nossa rotina.

É possível saber em que região um usuário do site está, por exemplo. Assim, ao criar uma campanha de anúncios nas redes sociais para uma loja física, com o intuito de gerar visitas, o responsável pela campanha seleciona o público local, evitando gastar recursos com quem está longe da região.

Outra aplicação interessante é a marcação do estabelecimento em publicações nas redes sociais. Um restaurante, por exemplo, é bastante beneficiado quando um de seus clientes tira uma foto do prato e posta, marcando o nome da empresa e o local. Essa publicidade gratuita gera uma enorme exposição, além de ser uma demonstração de boa qualidade diretamente do cliente, e não de uma pessoa que tem algo a ganhar com isso, como o dono.

Realidade virtual e aumentada

Esta é mais uma opção entre as estratégias das empresas para gerar uma ótima experiência ao público. Implementado  nos pontos de venda físicos , em feiras e convenções, eventos e até mesmo em ações de ativação em parques, shopping centers e outros, esse recurso permite que o consumidor tenha uma outra visão daquilo que está avaliando, vivenciando virtualmente outras experiências com a marca.

A realidade aumentada também vem sendo explorada pelas marcas. Ela permite que uma pessoa tenha acesso a informações mais completas, muitas vezes superando as expectativas, de uma forma interativa.

Uma empresa de cervejas utilizou a realidade aumentada para criar uma melhor experiência utilizando os rótulos. O cliente se diverte ao visualizar as animações nos produtos. Esses consumidores acabam compartilhando a experiência, e isso atinge um público maior e muito interessante.

Influenciadores digitais

O influenciador digital é um profissional que já conquistou seu espaço no mercado há algum tempo. Normalmente, essas pessoas têm um alto número de seguidores e são reconhecidas por um determinado público. Elas mantêm uma rotina de postagens nos canais de comunicação, principalmente nas redes sociais, e conseguem gerar altas taxas de engajamento.

As empresas buscam se aliar aos influenciadores para usar sua força na busca de maior alcance e interação. Essas pessoas podem fazer postagens sobre as marcas, produtos ou ainda campanhas específicas. Rapidamente, a empresa ganha exposição, e isso pode ser sentido nas vendas.

Existem diferentes tipos de influenciadores, como aqueles com grandes públicos, na casa dos milhões, e outros que trabalham com nichos mais específicos, os microinfluenciadores.

Esses profissionais com público restrito conseguem ter uma taxa de engajamento bem interessante, uma vez que sua audiência é menor e mais qualificada.

Eventos

Sem dúvida alguma, os eventos são uma excelente estratégia para gerar engajamento e experiências da marca com seu o público. Muitas vezes, uma marca se mantém distante do seu público justamente por atuar na internet. O contato é sempre por mensagens, postagens, mas falta o contato físico, ver de perto quem realmente está por trás da empresa.

Um evento bem organizado, planejado e executado é capaz de transformar a percepção que se tem de uma marca. O público reconhece sua grandeza, a preocupação com os clientes e o potencial das soluções.

Além disso, os eventos podem trabalhar diversos canais de comunicação. Se é um evento com palestras, por exemplo, elas podem ser transmitidas nas redes sociais, para atingir o público que não conseguiu comparecer.

Outra técnica interessante é incentivar aqueles que estão presentes no local a compartilharem fotos e vídeos do momento. Assim, novos potenciais clientes são atingidos, e a marca ganha amplitude. O uso de hashtags também ajuda a gerar tráfego e aumentar a busca pelo evento.

Vídeos

Por fim, os vídeos também são uma grande tendência do live marketing. O YouTube é a principal rede de comunicação dos influenciadores digitais, justamente porque esse tipo de mídia consegue gerar uma alta taxa de interação.

Ao produzir um conteúdo em vídeo, a marca consegue apresentar mais informações e com maior qualidade.

Diante dessa verdadeira enxurrada de possibilidades, o live marketing é o guarda-chuva que combina todas as iniciativas de comunicação de modo a impactar as pessoas de forma imediata, permitindo às empresas fazerem parte de suas vidas de forma genuína e espontânea.

E, no que depender das previsões de especialistas do mercado, esse guarda-chuva ainda será usado por muito tempo, na medida em que é impossível dissociar o protagonismo do consumidor desse conceito que proporciona aquilo que ele busca mais intensamente em sua relação com as marcas: ser surpreendido por experiências inesquecíveis.

E então, o que achou do nosso material sobre o live marketing e a era do protagonismo do consumidor? Aproveite para compartilhá-lo agora mesmo nas suas redes sociais e mostrar aos seus amigos este conteúdo!

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