A mídia tradicional sempre encarou o relacionamento com as mídias sociais com algumas ressalvas. Tudo começou com a ideia de que a internet acabaria com as revistas e os jornais impressos — o que, de certa maneira, vem acontecendo, embora as mídias tradicionais estejam conseguindo se reinventar.

Com a mudança na forma de consumir as informações, os veículos tradicionais estão sendo obrigados a mudar suas posturas. Conforme um estudo da Cisco, por exemplo, em 2020, contaremos com 70% da população do planeta usando 5,4 bilhões de dispositivos móveis.

Esse número significa que as pessoas terão mais acesso a smartphones e tablets do que a água potável, por exemplo. Consequentemente, estaremos diante de uma realidade na qual as pessoas, cada vez mais, terão suas próprias telas para se informar, se comunicar e se relacionar com marcas.

Diante desse cenário, vamos apresentar a relação entre redes sociais e veículos tradicionais, mostrando o que os veículos tradicionais estão fazendo para se manter vivos e como as mídias sociais influenciam o comportamento dos jovens que vivem a vida atrás de uma tela. Além disso, abordaremos questões como as fake news e de que forma as empresas estão lidando com elas. Acompanhe!

Mídias tradicionais x mídias sociais

Mais do que nunca, a sobrevivência dos veículos considerados tradicionais está em xeque. Hoje em dia, por exemplo, a geração millennial  praticamente abandonou o hábito de ler no papel. Por conta dessa realidade, os grandes grupos de comunicação estão transferindo seus legados para os meios digitais.

Obviamente, trata-se de uma travessia complexa, mas, ao mesmo tempo, ela vem acontecendo de forma bastante efetiva. Até porque não existe outra opção, e quem não se movimentar ficará para trás, correndo seríssimos riscos de desaparecer para sempre sem deixar nenhum tipo de saudade.

Cruel? Talvez. Caso você queira conhecer de perto como esses novos modelos estão acontecendo, vale a pena ficar de olho nas ações que empresas tradicionais, como o The New York Times e a Revista Exame, vêm adotando. Muitas delas, inclusive, têm focado um modelo de assinatura que abarca os universos online e offline. 

Recentemente, por exemplo, o The New York Times ultrapassou a marca de 3 milhões de assinaturas digitais. A Exame, por sua vez, limita os usuários a ler uma determinada quantidade de matérias em seu site gratuitamente. Atingindo esse limite, a revista cobra para eles terem acesso ilimitado aos conteúdos. 

Nesse cenário, de um lado, as mídias tradicionais estão perdendo espaço para as mídias sociais; de outro, é válido dizer que esses mesmos veículos tendem a ser percebidos como fontes de informações de mais qualidade e confiança.

Como todos sabemos, a internet tornou-se um espaço de disseminação de fake news. Com isso, os usuários tendem a ver o tradicional com mais credibilidade, embora não esteja isento de posicionamentos muitas vezes parciais e até questionáveis.

As redes sociais e as fake news

É muito provável que você gaste alguns minutos do seu dia checando algumas informações no Google. Além disso, é possível que também consulte o Facebook, o Instagram, o Twitter e o LinkedIn, entre outras mídias. Um dos grandes problemas da informação na internet é a disseminação das fake news, inclusive nas campanhas eleitorais, o que enfraquece a confiança dos usuários.

Nesse caso, como as marcas devem lidar com as fake news? Para isso, vamos dar 2 dicas, que você confere a seguir:

  1. Um primeiro passo é realizar um monitoramento de mídia, o que pode fazer com que você tenha um tempo de resposta rápido e efetivo. Lembre-se de que crises digitais podem virar bolas de neve rapidamente;

  2. Caso sua marca seja vítima de fake news, é essencial que você tenha um plano de crise antes mesmo que ela aconteça. Você pode, por exemplo, treinar sua equipe para lidar com comentários negativos de usuários nas redes sociais.

O futuro e as tendências

Um questionamento quanto à forma com que os veículos tradicionais e as mídias sociais se relacionam diz respeito ao futuro. Naturalmente, não existe uma resposta pronta. A tendência é que tudo o que vem sendo feito avance ainda mais, ou seja, as mídias tradicionais e modernas devem coexistir com as mídias sociais, impulsionando mudanças cada vez maiores. Nesse contexto, podemos destacar algumas das principais reinvenções:

  • Integração de ferramentas de compartilhamento: hoje em dia, as pessoas podem, por exemplo, tuitar uma matéria do The New York Times ou fazer um post no Facebook com um link para um artigo do Washington Post;

  • Personalidades se tornaram pessoais: com as mídias sociais, barreiras foram eliminadas e agora é possível estabelecer conversas com estrelas do futebol e da televisão e representantes de algumas das marcas mais prestigiadas do mundo;

  • Tocar telespectadores e leitores: os veículos tradicionais podem e estão usando os veículos modernos para atrair audiência. Por meio de uma forte presença online, as mídias tradicionais contam com oportunidades incríveis para atrair as pessoas para seus sites e seus meios de origem.

Tendências para dispositivos móveis

Por fim, para novamente falar do estudo da Cisco, vale a pena abordar algumas tendências dos dispositivos móveis e como eles continuarão impactando o comportamento do consumidor:

  • Os dispositivos móveis serão ainda mais inteligentes, sendo que os smartphones deverão se consolidar de vez nesse cenário;

  • O uso de internet das coisas e outras tecnologias do futuro será cada vez mais intenso;

  • O wi-fi ganhará cada vez mais força e crescerá, até 2020, cerca de 14 vezes em relação aos dias atuais;

  • O perfil de uso de dados terá a sua maior origem nos vídeos;

  • A velocidade das redes móveis melhorará substancialmente;

  • O perfil do consumidor de conteúdos também passará por alterações, com preços ilimitados de dados e planos compartilháveis;

  • A mobilidade está caminhando para ser pervasiva, ou seja, se propagará cada vez mais.

Como mostramos, ainda existe muito espaço para enriquecer a união entre redes sociais e veículos tradicionais. Essa integração, que leva um usuário do Facebook a um site tradicional de imprensa, deverá ser a tônica do comportamento. Ao mesmo tempo, as pessoas estarão cada vez mais atentas à fonte da informação, de forma a evitar as fake news e as abordagens tendenciosas.

Se você gostou deste assunto, também aproveite para conhecer e entender o comportamento de compra da geração millennial!

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