A viagem da Mark Up ao Festival Path 2018

Foram mais ou menos 300 horas de palestras na 6ª edição do Festival Path, um dos maiores eventos de criatividade e inovação do Brasil. Impossível assistir a tudo e ter uma única opinião sobre o festival. Por isso e em favor da troca de ideias, nosso pessoal de Criação, Planejamento e Inteligência compilou suas opiniões em 4 pequenas crônicas que só têm uma coisa em comum: a diferença entre elas.

Capítulo 3

O QUE (RE)VI NO FESTIVAL PATH

Por Rogério Chacon, Head de Criação da Mark Up

Começou difícil para mim. Escolher entre as mais de 300 palestras disponíveis me parecia um exercício razoável para alguém com um poder de decisão ao menos normal, o que não é absolutamente meu caso. Com muitas sobreposições, elegi minhas preferências e, esperançoso, fui à luta, ávido por novos conhecimentos no meu primeiro Festival Path.

Rola um clima diferente, fato. O icônico bairro de Pinheiros (ou seria Vila Madalena?) se transforma em uma espécie de Meca da criatividade e da inovação. Essa é a aura que predomina, e as pessoas que ali estão parece que assumem essa fleugma. Peito estufado, cabeça erguida, roupas diferentes e passos apressados para não perder nenhuma atividade, tão criteriosamente selecionada.

Logo na primeira palestra, minha inexperiência veio à tona. Orgulhoso, saquei meu fast pass para assegurar um lugar na fila do gargarejo. Não precisava porque, apesar de contar com um bom público, a sala esteve longe de lotar.

Parti para a segunda palestra, que, por sorte, acontecia no mesmo prédio, em outra sala. Baseado na experiência anterior, guardei bem meu segundo e último fast pass do dia. Olha eu errado de novo! A sala lotou e, apenas porque meu anjo da guarda estava de plantão, consegui sentar no último lugar disponível (e também na última fila, para compensar as benesses que havia desfrutado).

Empoderado fiquei mesmo quando peguei uma van para me deslocar até meu próximo compromisso, que acontecia em outro extremo do festival. Quem utilizou essa fantástica solução, iniciativa da 99, pôde comprovar. Ar-condicionado, água e balinhas a bordo, em um pacote que inclui deixá-lo na porta do prédio. Gol de placa do festival e da 99.

Pausa para o almoço, encontro com meus amigos da Mark Up, hora de voltar à ativa. E eu lá, consultando minha agenda no app do Path, que, soberana, ditava meus caminhos.

Mais duas palestras e decidi que já era hora de curtir uma música, na Praça dos Omaguás e, posteriormente, dar uma espiada em como o Otto enxergava o Martinho da Vila, em um dos bares parceiros.

O domingo amanheceu maravilhoso em Pinheiros (Vila Madalena?). Prenúncio do que, para mim, foi o melhor dia do festival, mesmo eu tendo aproveitado apenas a

parte da manhã, pois, à tarde, tinha outro compromisso importante: celebrar meus 49 anos com a família.

Ah, sim, e os conteúdos das atividades? De modo geral, o que pude perceber foi que existe uma necessidade premente de inovação – e isso nos mais variados aspectos da vida, não apenas o profissional. Vi a tecnologia como um meio para se atingir os fins que se deseja. Vi como o propósito é o ponto de partida para qualquer marca que pretenda estabelecer um diálogo com as pessoas da única forma que elas aceitam: genuína, verdadeira. E, principalmente, vi que, aqui na agência, estamos mesmo no caminho certo, pois o que o mercado considera up-to-date ou de ponta, já buscamos praticar em nosso dia a dia.

(Re)vi muita coisa. Mas o que mais me marcou foi que, não importa a tecnologia, se é inteligência artificial, VR, storytelling, neurociência ou seja lá qual for a denominação ou tendência, quem continua dando as cartas são as pessoas. Porque, enquanto um coração bater e houver emoção, há comunicação.

Autor

Escreva um comentário

Share This